Fernanda Luz

Artista visual chilena e Mestranda em poéticas visuais. Vive e trabalha em São Paulo, Brasil. Artista migrante. Trabalha com pintura da paisagem como habitat, na sua relação entre perceptibilidade e estranheza. Entende a paisagem como espaço intersubjetivo, constituído de fenômenos históricos, políticos, sociais, culturais e poéticos. Frequentemente representada como espaços vazios e suspensos no tempo.

Em sua prática, a pintura se reconhece como médium contemporâneo, procurando não só sua expansão, mas também honrar sua relação com uma tradição, como prática humana imemorial.  Esses processos são tensionados a partir de manchas e traços que confundem os limites entre abstração geométrica e orgânica, fazendo coexistir o que é natural e o que é projetado. A artista utiliza uma metodologia de levantamento da paisagem por meio do deslocamento pelo território e passeios pelos quais o registro fotográfico conduz a experiência que posteriormente se transforma em pinturas modulares de grande formato.

Luz trabalha com suportes que permitem a absorção da tinta óleo, tornando-os objetos tridimensionais, instaurando relações espaciais que aproximam a pintura da instalação. As pinturas soltas se agitam e interagem com a respiração e o movimento pelo espaço do observador, assim como o vento e a luz, deixando-se atravessar por elementos naturais. As obras são exercícios de tradução de uma experiência real com a paisagem; relação que só pode ser realizada na série ou no espaço entre as obras. Sua produção artística aguça o encontro com o novo e o desconhecido, ou com aquilo que é conhecido mas se vê de outra maneira de olhar, experimentando o mundo inteiro como lugar estranho.

Destacado

Em 2026 realizará as exposições individuais Atravessar o verde, no Centro Cultural Helio Oiticica, no Rio de Janeiro (próxima), e Un país sin otoño, no Parque Cultural de Valparaíso, no Chile (próxima). Em 2024 apresentou as individuais Tentativas de desaparecer, no 4º Festival Camelo de Arte Contemporânea, na Casa Camelo (Belo Horizonte, MG), e Onde Voltarão a Crescer as Margaridas?, no Museu Universitário de Arte (MUnA), em Uberlândia (MG). Entre as exposições coletivas recentes destacam-se em nome da coisa, na Arte FASAM Galeria, com curadoria de Yago Toscano(São Paulo); Quase à noite, no Espaço das Artes (EdA), da Universidade de São Paulo; 20 Anos da Residência Artística FAAP – Contribuições para uma coleção de arte contemporânea, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado, com curadoria de Marcos Moraes; e o Programa Exposições MARP, no Museu de Arte de Ribeirão Preto (MARP). Em 2025 realizou a residência de criação DUPLEX, em Lisboa, e anteriormente integrou a Residência Artística da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo (2023). Em 2021 foi selecionada para o Prêmio Arte Laguna (15ª edição), em Veneza, recebendo menção especial da Ki Smith Gallery (NY), além do prêmio especial Singulart e do Mauritius Centre of the Arts.